GLÓRIA PROMOVE ATIVIDADES EDUCATIVAS NO OUTUBRO ROSA

Para lembrar a importância de cuidar da saúde e prevenir o câncer de mama, a Transporte Coletivo Glória está realizando uma programação especial durante o Outubro Rosa. “Está sendo bem interessante e uma oportunidade para esclarecer as dúvidas das nossas colaboradoras”, diz a técnica de enfermagem do trabalho Aparecida de Fátima da Mata.

Até o próximo dia 19, a empresa promove atividades internas de educação em saúde, com orientação sobre a doença e a distribuição de fôlder com explicações sobre o que é, quais os sinais e busca promover a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce.

Para abranger o maior número possível de pessoas, o evento da Glória é itinerante – ou seja, percorre cada uma das três unidades da empresa, em diferentes datas. O espaço foi decorado com balões de ar cor de rosa para atrair a atenção das colaboradoras.

Ao visitar o espaço, as mulheres são convidadas a participar de um quiz (jogo com questionário para testar conhecimentos) desenvolvido pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) e depois ganham um bombom. Fácil e simples para preencher, o questionário tem 12 perguntas e está disponível neste link.

A Glória tem 2.500 colaboradores, sendo 450 mulheres. Elas desempenham as funções de cobradoras, atendentes do ensino especial, zeladoras, serventes de limpeza e também atividades nas áreas administrativas.

Qualidade ou gratuidade

Não sejamos falsos moralistas. Sim, as empresas devem gerar lucro e nenhuma empresa injetaria um centavo sequer para não ter retorno.

Discussão que ganhou força com a série de protestos no Brasil em junho de 2013 mais uma vez vem à tona: a gratuidade da passagem de ônibus, o chamado passe livre. Seus defensores, no entanto, esquecem de alguns pontos cruciais em torno do polêmico tema.

Se puxarmos pela memória, nos últimos cinco anos, em qual deles não tivemos greve de motoristas e cobradores? Alguns leitores dirão que isso é uma forma que empresários do setor fazem para pressionar o poder público, buscando o aumento da tarifa e, consequentemente, de seus ganhos. Concordo, até certo ponto. Já pararam para pensar que o empresário precisa manter a empresa funcionando e somente consegue fazê-lo com recursos vindos da tarifa? O leitor parou para pensar que o aumento insano dos combustíveis, que pesa no seu bolso, impacta no bolso da empresa de transporte também? Claro que não serei um defensor ferrenho do empresariado, mas de onde vem essa verba senão da tarifa?

A meta é inviável, principalmente em uma economia capenga como a nossa

Ir a favor do passe livre é uma utopia e, mesmo que pensemos no longo prazo, é algo distante de nossa realidade como sociedade e de nossa economia. Quantos países desenvolvidos têm esse benefício? Pouquíssimos. Isso mostra que a meta é inviável, principalmente em uma economia capenga como a nossa.

Continuemos olhando a história recente de Curitiba. Quando foi a última vez que andamos em ônibus novos? Observando os últimos cinco anos, é bem difícil responder. Então, mesmo que julguem que os empresários têm poder aquisitivo para tal, pergunto aos defensores da ideia: eles injetariam dinheiro em algo que não teria retorno financeiro apropriado para seu negócio gerar lucro? Não sejamos falsos moralistas. Sim, as empresas devem gerar lucro e nenhuma empresa injetaria um centavo sequer para não ter retorno. O lucro é o ganha-pão do empresário. Infelizmente, é assim que funciona uma sociedade capitalista como a nossa.

Estamos aqui fazendo uma reflexão baseada em fatos, não em desejos. Claro que eu adoraria entrar em um ônibus sem pagar. Claro que gostaria de encher o tanque do carro com R$ 1. Mas não é nossa realidade. Na Alemanha, um dos países mais desenvolvidos do mundo e onde o metrô da cidade de Berlim não possui catraca, a passagem é paga e não há esse benefício. Por quê? Simples: porque o negócio não se sustentaria. O transporte de passageiros é um negócio como outro qualquer.

Talvez o leitor esteja se perguntando: e nossos impostos? Concordo que são extremamente mal geridos em qualquer esfera e que, de repente, poderiam até subsidiar a tarifa diretamente com o empresariado. Mas há um problema: essa não é a realidade de nenhuma de nossas cidades. Quanto mais se arrecada, menos vemos revertido em benefícios e, até isso mudar, o passe livre onerará algum setor de nossa sociedade já escassa. Pois, se o poder público, neste momento, comprar a briga, setores importantes como saúde e educação sentirão ainda mais. Se o empresariado comprar essa briga, não mantém a empresa funcionando – e o resultado disso é o fim do transporte público.

*Glavio Leal Paura é professor dos cursos de Engenharia da Universidade Positivo (UP) e especialista em trânsito e mobilidade urbana.

Publicado na Gazeta do Povo, em 18/09/17

TJ-PR proíbe Urbs de descontar frota de bens de uso exclusivo; entenda

“Essa decisão é mais uma que corrobora o que as empresas vêm alegando há tempos, de que operam em flagrante desequilíbrio e com prejuízo econômico-financeiro nos contratos de concessão”, disse o diretor executivo das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana, Luiz Alberto Lenz César.

A frota reversível – também conhecida como frota de bens de uso exclusivo – se refere ao conjunto de ônibus (biarticulados e ligeirinhos) com característica específica para Curitiba e que já rodava na cidade antes da licitação.

O contrato de concessão estabelecia que, quem vencesse o certame, teria de comprar essa frota, para que a operação do transporte coletivo não fosse afetada e para garantir a isonomia da licitação.
O certame previa que os vencedores pagassem uma outorga no valor de R$ 250 milhões. Parte desse valor seria utilizada para comprar essa frota exclusiva.

Se uma empresa de fora de Curitiba vencesse a licitação, ela teria de comprar essa frota e ser ressarcida por esse investimento durante o contrato. Para que não houvesse favorecimento, caso as empresas que já operavam em Curitiba vencessem a licitação, elas também teriam de adquirir esses veículos e serem ressarcidas pelo investimento.

No entanto, após o certame, embora essa frota não estivesse completamente amortizada, a Urbanização de Curitiba (Urbs) passou a entender que os veículos haviam se tornado frota municipalizada e a realizar um desconto na tarifa técnica, a fim de não ressarcir esse investimento.

Decisão do TJ

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) concedeu tutela antecipada para que a Urbs pare de promover esse desconto na tarifa técnica da frota de bens de uso exclusivo.

“Essa decisão é mais uma que corrobora o que as empresas vêm alegando há tempos, de que operam em flagrante desequilíbrio e com prejuízo econômico-financeiro nos contratos de concessão”, disse o diretor executivo das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana, Luiz Alberto Lenz César.

Fonte: Setransp (22/08/17)

Qualidade no Transporte Público: Uma demanda Social

O Brasil vive atualmente um período crítico de declínio na demanda de transporte coletivo por ônibus. Uma das soluções para reverter essa situação está na melhoria da qualidade do serviço ofertado. Redes de transporte coletivo que atendam às expectativas dos cidadãos é uma demanda social e deve ser prioridade da gestão pública.

A percepção da qualidade do serviço pelos usuários passa pela regularidade, confiabilidade, acessibilidade, tempo de espera e de viagem, segurança, conforto, informação e outros fatores. Para atender aos principais quesitos de qualidade, é fundamental uma infraestrutura viária adequada que priorize o transporte coletivo, complementada por estações, pontos de parada, veículos e sistemas operacionais que garantam um bom nível de atendimento, fruto de um prévio e competente planejamento que deve ser continuamente atualizado.

Um dos principais embates é como se obter os recursos necessários para os investimentos contínuos na infraestrutura e para complementar os custos operacionais, considerando que as tarifas públicas tem que ser acessíveis a todas as classes sociais.

As alternativas de financiamento para o setor de transporte público urbano estão no cerne do debate na 31ª edição do Seminário Nacional NTU, que celebra os 30 anos de atividades da Associação. A segurança jurídica nos contratos de transporte público, motivo de grande preocupação dos operadores, complementa a pauta do primeiro dia do evento.

Além das questões políticas e sociais que envolvem o setor de transporte público, a NTU promove no segundo dia a Oficina de Sistemas Inteligentes de Transportes com o objetivo de discutir, com uma visão de futuro, importantes questões tecnológicas para a excelência do serviço de ônibus.

Fonte: NTU

GLÓRIA COMPLETA 60 ANOS E HOMENAGEIA EQUIPE COM FOTOS EM BIARTICULADO

Além de mais de mil rostos de colaboradores da Glória, o biarticulado ganha um colorido especial com azul e verde, cores do logotipo da empresa que está completando 60 anos. A população pode conferir a novidade a partir de 27 de julho, na linha Santa Cândida-Capão Raso

Na semana em que se comemora o Dia do Motorista, a empresa Transporte Coletivo Glória coloca em circulação um ônibus biarticulado personalizado com rostos de mais de mil colaboradores e o slogan Há 60 anos nós transportamos você. A iniciativa marca a trajetória de seis décadas da empresa, uma das pioneiras na operação da canaleta do sistema expresso no eixo norte-sul de Curitiba.

As fotos significam o reconhecimento ao trabalho não só de motoristas mas também das 2,5 mil pessoas que fazem a empresa funcionar 24 horas, todos os dias do ano. “Nestes 60 anos, contribuímos com milhares de deslocamentos diários, transportando as pessoas e os seus sonhos”, diz diretor executivo Gelson Forlin.

O biarticulado BE 706, da linha Santa Cândida-Capão Raso, entra em operação nesta quinta-feira, 27 de julho. O veículo já integrava a frota e ganhou um adesivo externo em cada um dos 28 metros de extensão das laterais. O layout privilegia as cores do logotipo da empresa, o azul e o verde, que se misturam ao tradicional vermelho para trazer um colorido especial aos 16,5 km da canaleta mais antiga da cidade.

Benção dos ônibus

A programação especial de aniversário acontece de 24 a 26 de julho, nas três unidades da empresa. Neste período, haverá bênção dos ônibus na madrugada, culto ecumênico e bolo. Além dos anos 60 da Glória, as atividades são alusivas ao Dia do Motorista (25 de julho) e ao Dia do Cobrador (19 de agosto).

O motorista Pelcio de Almeida totaliza 47 anos de transporte coletivo e está entre os homenageados nas fotos. “Nestes anos todos, o transporte mudou e para melhor; a cidade cresceu e o trânsito aumentou muito. Mas eu não me estresso”, diz ele que está com 63 anos e desde criança tinha o sonho de ser motorista.

Com mais de 40 anos de empresa, o mecânico Carlos Indalécio Chiquito de Castro é especialista em motores de grandes fabricantes como Volvo, Scania, Mercedes-Benz e Volkswagen e acompanhou de perto a evolução dos chassis e a chegada da tecnologia embarcada nos veículos. “Há 30 anos não imaginava ônibus eletrônico. Hoje os motores são mais leves e mais simples para ajustar”.

História

A empresa foi fundada pela família Gulin em 13 de junho de 1957 como Mecânica Glória. Em 1964 recebeu o nome de Transporte Coletivo Glória. Em 1974, participou da implantação do sistema de ônibus expresso, que tem entre seus ícones as vias exclusivas e o ônibus biarticulado, e se transformou em modelo para cidades do Brasil e de outros países. Ao longo do tempo, investiu em infraestrutura, frota e na equipe.

Atualmente, transporta quase quatro milhões de usuários por mês, em 415 veículos. Essa frota contempla todas as configurações de ônibus urbano de Curitiba, incluindo desde micro-ônibus até double-deck (Linha Turismo). A empresa também contabiliza a maior frota de ônibus híbridos (movidos a eletricidade e a diesel) do país, totalizando 18 unidades. Juntos eles percorrem mais de dois milhões de quilômetros por mês.

Dois mil usuários flagrados fazendo uso ilícito de passe estudantil

O DFTrans escolheu a linha de ônibus 110, que faz o trajeto rodoviária-Universidade de Brasília (UnB), para testar o sistema de biometria facial. Em dois meses de uso do novo recurso, foram registrados 2 mil passageiros utilizando o passe estudantil em desacordo com o cadastro. Pelo sistema de identificação facial, foi possível identificar que estes usuários não eram os titulares do beneficio.

Foram estipuladas punições a 1,3 mil beneficiários do passe estudantil. Além do bloqueio do cartão de passe por 6 meses, o titular deverá comparecer ao DFTrans para prestar esclarecimentos, ele responderá um processo administrativo e outro na Polícia Civil.

O sistema de biometria será gradativamente incorporado ao Transporte Público para auxiliar na fiscalização de fraudes como esta. Uma câmera será fixada acima dos validadores do cartão de passe, a imagem captada é enviada ao departamento de trânsito, que comparará o rosto do usuário com o rosto do beneficiário cadastrado.

Desde o último ano, cerca de 95 mil cartões foram bloqueados no DF, por uso irregular do passageiro.

Publicado no Alô Brasília Online – DF

Paraná vai ampliar para outros grupos vacinação contra gripe

Após o término oficial da campanha de vacinação contra a gripe, nesta sexta-feira (9), a Secretaria de Estado da Saúde orienta os municípios que intensifiquem a imunização dos grupos prioritários e estendam a oferta da vacina para públicos específicos.

Depois de garantir as doses necessárias para os grupos que ainda não atingiram a meta de 90%, a recomendação é estender a vacina para cobradores e motoristas de ônibus de transporte público, cuidadores de pessoas vulneráveis (como idosos e acamados) e população em situação de rua. A recomendação dos novos públicos foi decidida na reunião da Comissão Estadual de Infectologia, realizada pela Secretaria da Saúde nesta quinta-feira (8), em Curitiba.

“O Paraná atingiu até o momento 88% de cobertura vacinal. No entanto, temos municípios que estão muito abaixo dessa média, o que nos preocupa, principalmente em relação a crianças e gestantes, que apresentam maior risco de complicações pela gripe”, disse o diretor-geral da Secretaria, Sezifredo Paz. Segundo ele, os municípios que não atingiram a meta de vacinar 90% do público prioritário devem intensificar a busca ativa dessas pessoas.

ÍNDICES

Em algumas cidades, como Pontal do Paraná, por exemplo, o índice de crianças imunizadas não chegou a 50%. Em Foz do Iguaçu, somente 45,5% das crianças e 47% das gestantes receberam a vacina da gripe. Em Londrina, 59,8% crianças foram imunizadas e 57,5% gestantes. Na Região Metropolitana de Curitiba, Pinhais e Piraquara registram abaixo de 50% de cobertura vacinal para gestantes.
“É importante que os pais levem seus filhos para serem vacinados. Este é um público que depende da decisão dos adultos para garantir a proteção. Quanto às gestantes, chamamos a atenção para o risco de não tomar a vacina. Durante a pandemia da gripe, em 2009, tivemos muitas grávidas internadas em decorrência da doença e inclusive registramos mortes, o que devemos evitar”, ressalta a superintendente de Vigilância em Saúde, Júlia Cordellini.

A definição de quem tem direito à imunização pelo sistema público está baseada na epidemiologia da doença, ou seja, aqueles que historicamente têm apresentado complicações e até mortes por influenza. A vacina protege contra os vírus que mais circulam no país.

Para o médico infectologista do Hospital de Clínicas, Bernardo Montesanti Machado de Almeida, é essencial que os gestores municipais garantam a imunização dos grupos já definidos.

“Esses grupos são os mais vulneráveis aos vírus respiratórios, que têm maior taxa de mortalidade ou maior capacidade de disseminar a doença”, afirmou. Segundo ele, os idosos, por exemplo, são os mais propensos a complicações que podem levar à morte. “Quanto às crianças, são exemplos de grandes vetores da gripe, onde os vírus têm terreno fértil pra se disseminar entre uma criança e outra, além da possibilidade de agravamento, principalmente com as mais novas e bebês”, acrescentou.

SALDO

O saldo de vacinas disponíveis nas 22 Regionais de Saúde, no Centro de Medicamentos do Paraná, em Curitiba, e nos 399 municípios é de 372 mil doses. O montante total é suficiente para atender os novos públicos definidos.
Os gestores, no entanto, podem ampliar a oferta desde que garantam as doses para os grupos que ainda não atingiram as metas e o façam em pactuação com as regionais de Saúde e a Secretaria Estadual.

O promotor do Ministério Público do Paraná, Marco Antonio Teixeira, solicitou os dados de cobertura vacinal e as decisões da comissão para embasar a orientação aos demais promotores paranaenses.

“Há muitas cidades com índices de cobertura muito aquém da média do Paraná e é essencial que os gestores municipais tenham uma orientação clara da estratégia definida na política pública estadual”, disse o promotor

COMISSÃO

A comissão de infectologia tem reuniões mensais para discutir assuntos e estratégias para enfrentamento de doenças infecciosas no Estado. “Há cinco anos a Secretaria da Saúde mantém com a Comissão de Infectologia uma relação de confiança e apoio às decisões referentes às doenças infecciosas em circulação no Estado. É um trabalho conjunto que traz resultados positivos a todos”, disse Sezifredo Paz.
A comissão é composta pela Secretaria Estadual de Saúde, Associação Médica do Paraná, Sociedades Paranaenses de Infectologia, Pneumologia, Pediatria e Terapia Intensiva, Conselhos Regionais de Enfermagem, Farmácia e de Medicina, Conselho de Secretarias Municipais de Saúde, Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, Hospital de Clínicas, Hospital Pequeno Príncipe e Associação Paranaense de Controle de Infecção Hospitalar.

ORIENTAÇÕES

Os municípios devem pactuar com associações de motoristas e cobradores para organizar a imunização de seus cooperados. Para a população de rua, as secretarias municipais deverão estudar suas estratégias. Quanto aos cuidadores, é necessário que apresentem nas Unidades de Saúde declaração de médico ou familiar comprovando o exercício da profissão e o nome do paciente.

Fonte: Paraná Portal

Maio Amarelo alerta motoristas para riscos do celular ao volante

Mexer no aparelho ao dirigir pode aumentar em até 400% a chance de envolvimento em um acidente; motoristas ainda ignoram os perigos.

O risco de se envolver em um acidente quando o condutor está usando o celular pode aumentar até 400%, segundo uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Utah, nos Estados Unidos. Apesar disso – e de a infração por mexer no equipamento quando se está na direção ter passado de média para gravíssima no ano passado, com multa de R$ 293,47 –, milhares de motoristas ainda ignoram o perigo. Somente no Distrito Federal, o total de multas aplicadas por uso do celular ao volante cresceu 12% entre 2015 e 2016. No ano passado, 53.610 condutores foram autuados por essa infração. Isso representa uma média de quase 150 flagrantes por dia.

Conforme o psicólogo especialista em comportamento no trânsito, Fábio de Cristo, não há como o indivíduo manter a atenção no celular e na via ao mesmo tempo. “O nosso processamento da informação é limitado, nós não conseguimos dar conta de todas informações que estão ao nosso redor, razão pela qual concentramos nossa atenção naquilo que é importante numa dada circunstância”, esclarece. Por isso, desviar o olhar para atender uma chamada ou ler uma mensagem significa perder segundos de atenção. Mas, no trânsito, alguns segundos é muito tempo. Tempo em que vidas também podem ser perdidas.

Há quase um ano, no dia 22 de maio de 2016, o servidor público Antônio Eduardo Mendes morreu e a funcionária pública Tatiana Martins ficou ferida em um acidente em Brasília. A suspeita é de que a motorista que provocou a colisão usava o celular. A polícia pediu quebra do sigilo telefônico para confirmar. A condutora foi indiciada por homicídio culposo.

Antônio Eduardo e Tatiana pilotavam duas motocicletas Harley Davidson quando foram atingidos pelo veículo que vinha atrás. Tatiana conta que a colisão ocorreu no momento em que os dois reduziram a velocidade para passar em um quebra-molas. “Como você não vê duas motos grandes que estão na sua frente? Nós dois estávamos com roupas refletivas, equipamentos de proteção e ela não vê nada?”, questiona.

A experiência e a perda deixaram um trauma que, aos poucos, vem sendo superado. Mas perceber que muitos motoristas insistem em mexer no celular enquanto dirigem revolta Tatiana. “Foi uma coisa muito dura. E ver alguém usando celular no trânsito me causa muita tristeza e muita raiva. Logo que o acidente aconteceu, eu ficava tão indignada que até chamava atenção das pessoas. Mas elas não aceitam, acham que é só um segundinho e que não vai interferir. Mas interfere. Porque um segundo de distração no trânsito é um segundo que pode acontecer muita coisa”, diz ela.

Nonita Leite, servidora aposentada, amiga dos dois, destaca que a desatenção de um condutor ao celular tende a vitimar as peças mais frágeis no trânsito: pedestres, ciclistas e motociclistas. Para ela, a sensação de impunidade agrava o problema. “A gente precisa de ações mais contundentes, uma forma de fiscalizar mais intensa e direcionada. Por exemplo, a campanha para não beber e dirigir surtiu mais efeito por causa da fiscalização. Mas teclar ou falar ao celular e dirigir, a gente vê muito por aí. É uma epidemia”, ressalta.

“Presta atenção no trânsito”

Atender ou não atender o celular é uma questão de escolha individual do motorista. No dia a dia, pode parecer algo pequeno. “É rapidinho”. “É urgente”. Será mesmo? É importante ter em mente que essa é uma decisão que implica riscos altos.

“Eu queria que as pessoas tomassem consciência de que usar o celular ao volante é uma coisa extremamente perigosa, seja para falar, seja para teclar, seja para qualquer coisa. Pegou no volante, presta atenção no trânsito.” Esse é o apelo de Tatiana Martins. Também é o principal alerta da campanha do Maio Amarelo deste ano no Brasil.

Maio Amarelo é um movimento mundial que busca unir esforços do poder público e da sociedade civil para chamar a atenção de todos ao alto índice de acidentes de trânsito.  O SEST SENAT, engajado na mobilização, realizará uma série de ações nas 145 Unidades Operacionais presentes em todos os estados do Brasil, com o tema “Maio Amarelo, por um trânsito mais seguro”.

Fonte: Agência CNT de Notícias

CNT divulga pesquisa inédita sobre o perfil dos motoristas de ônibus urbanos no Brasil

Foram entrevistados 1.055 motoristas em 12 Unidades da Federação de todas as regiões do país, entre os dias 6 e 19 de dezembro de 2016.

A Confederação Nacional do Transporte divulgou hoje (21/3/2017) a primeira Pesquisa CNT Perfil dos Motoristas de Ônibus Urbanos, com informações gerais sobre o profissional e a atividade. Na amostragem, foram entrevistados 1.055 motoristas em 12 Unidades da Federação de todas as regiões do país, entre os dias 6 e 19 de dezembro de 2016.

Os motoristas responderam a questões sobre rotina de trabalho, tecnologia, segurança, saúde, entre outros temas. As entrevistas foram feitas nas garagens das empresas e em terminais rodoviários e constatam que a maioria dos motoristas (77,5%) dirige veículos com algum sistema de rastreamento com GPS (67,8%) para orientação; roda, em média, 151,9 km por dia; trabalha 8,3 horas diariamente e 5,9 dias por semana. A média de idade dos veículos é de 5,3 anos.

Um quarto dos entrevistados (24,5%) está há mais de dez anos na mesma empresa e 75,5% dizem que estão satisfeitos e não têm vontade de trocar de emprego. Ao falarem por que atuam na atividade, 70,6% afirmam que gostam de dirigir ônibus urbanos e 33,0% dizem que essa profissão oferece um salário melhor do que outras.

A maioria dos entrevistados (70%) possuía outra profissão anteriormente e acredita que a situação financeira melhorou ao começar a trabalhar como motorista profissional. O tempo médio em que os entrevistados estão nessa área é de 12,1 anos, sendo que 68,7% atuam no segmento há mais de cinco anos.

Entraves
Entre os pontos negativos, 57% destacaram que a profissão é desgastante, estressante ou fisicamente cansativa. Outros 35,9% consideram uma profissão perigosa e 19,8%, arriscada, devido à possibilidade de acidentes. Em relação à segurança, quase um terço (28,7%) diz ter sido vítima de assalto pelo menos uma vez nos últimos dois anos e 3,1% informaram que neste mesmo período o ônibus em que trabalhavam sofreu incêndio proposital ou alguma tentativa. Um terço (33,2%) se envolveu em pelo menos um acidente nos últimos dois anos.

Infraestrutura e reivindicações
As condições da infraestrutura também são dificuldades enfrentadas no dia a dia dos motoristas. O pavimento das ruas e avenidas foi considerado regular, ruim ou péssimo para 77,6% dos entrevistados. Já em relação à fluidez do tráfego, 81,8% relataram que há problemas. As principais reivindicações dos motoristas de ônibus urbanos dizem respeito a segurança policial (61,7%), necessidade de pontos de apoio ao motorista com mais conforto e estrutura (33,7%), vias especiais exclusivas para ônibus (29,4%) e redução dos custos de aquisição da carteira de motorista (24,5%).

Sobre o SEST SENAT
Do total de entrevistados, 89,1% conhecem o SEST SENAT. Desses, 71,1% já fizeram algum curso presencial na instituição e 97,2% consideram que os treinamentos contribuíram para a melhoria do seu desempenho profissional.

Entre os motoristas de ônibus que já foram atendidos nas especialidades de odontologia, fisioterapia, psicologia ou nutrição, 91,1% avaliam que os serviços contribuem para a manutenção da sua saúde e da sua qualidade de vida. Entre os motoristas que já fizeram alguma consulta, 42,7% disseram que procuram o SEST SENAT para prevenção e 25,0% quando sentem alguma dor.

A maioria (86,7%) dos entrevistados que conhecem o SEST SENAT disse que indicaria os serviços da entidade para algum conhecido.

Conclusão
A Pesquisa CNT Perfil dos Motoristas de Ônibus Urbanos revela aspectos relevantes dessa profissão, como o uso de ferramentas tecnológicas, as motivações para atuar no setor e os principais entraves. O presidente da CNT, Clésio Andrade, destaca que grande parte dos trabalhadores orgulha-se da profissão, mas ainda enfrenta uma série de desafios.

“Cerca de um terço já sofreu algum assalto nos últimos dois anos. Além disso, os motoristas cumprem, diariamente, rotinas de trabalho desgastantes, causadas pelos constantes congestionamentos. Fica clara, então, a necessidade de investimentos em segurança pública, em infraestrutura viária e em pontos de apoio para acolher esses profissionais”, afirma Clésio Andrade.

O presidente da CNT ressalta também que a pesquisa mostra a forte atuação do SEST SENAT na defesa do trabalhador do transporte. “Os motoristas de ônibus urbanos reconhecem que os atendimentos são fundamentais para melhorar o seu desempenho profissional e a sua qualidade de vida. Esse indicativo nos estimula a continuar aprimorando os serviços prestados pelo SEST SENAT.”